Chegar ao time adulto do Finasa/Osasco e à seleção brasileira. São os grandes sonhos das meninas dos times de base da equipe osasquense. Elas se orgulham de ter passado pelo difícil processo seletivo de um dos melhores clubes de vôlei do país. “Jogar no Finasa é um orgulho para mim e minha família”, define a levantadora Francini, 17, do infanto-juvenil. Em suas sete categorias de base, que vão dos 10 aos 19 anos, o Finasa tem 100 jogadoras nessa temporada. Elas foram selecionadas a partir das tradicionais peneiras ou mesmo indicações. Em peneira realizada em dezembro de 2006, foram avaliadas 354 atletas e apenas 17 ficaram no time.
As jovens atletas vindas de cidades distantes vivem em nove apartamentos de três quartos, divididos para as equipes de basquete e vôlei. Em cada um moram até seis atletas. Mayara, 18, ponteira do time juvenil, que veio do Curitiba (PR), a líbero Daniele, 16, do infanto-juvenil, de Sacramento (MJ) e Francini, de São Carlos (interior de São Paulo), estão entre elas.
As meninas admitem que os primeiros dias longe da família não são nada fáceis. “Até se acostumar á complicado”, diz Mayara. Supervisora técnica das equipes de base há 10 anos e técnica do juvenil, Irma Conrado explica que três senhoras cuidam das jogadoras nos apartamentos e o Finasa/Osasco disponibiliza uma equipe multidisciplinar com médicos, psicólogos e fisioterapeutas para acompanhar o desenvolvimento das meninas.
Inspiração
Entre revelações do Finasa/Osasco que servem de inspiração às meninas da base, está Paula Pequeno (foto), uma das melhores atacantes do país. Grande ídolo do time, Paula está no Finasa/Osasco há mais de 10 anos e jura amor à camisa. “A gente tem uma qualidade incrível aqui dentro, isso faz a gente ter cada vez mais compromisso com o time”, disse recentemente à reportagem do Visão Oeste.
Com a experiência de quem já revelou muitas jogadoras, a supervisora Irma Conrado diz que o segredo para as jogadoras alcançarem seus sonhos é “ter muita motivação. 70% depende delas”, avalia. “Precisa também de genética e treinamento, mas se não tiver motivação interna, não chega a lugar nenhum”.
Fotos: Eduardo Metroviche

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