
Apesar de o tênis ainda ser considerado um esporte “de elite”, Rodrigo, Renata e Antonio moram na periferia de Osasco e cursam a quarta série do ensino fundamental na Escola Municipal Alípio da Silva Lavoura, no Jardim d’Ávila.
Na quadra, o jovem Antonio ainda se sentia um estranho no ninho. “Achava que tênis era só para rico.” Carvalho afirma que o tênis “ainda é um esporte elitizado, mas estamos tentando mudar isso”. Ele avalia ainda que outra forma de popularizar o esporte é a implantação de mais espaços públicos para sua prática.
Inclusão social
A inclusão social é um dos focos do projeto. “Preparo as crianças para trabalhar em tudo, dentro do tênis”, assegura Carvalho. O jovem Bruno Correia, por exemplo, da periferia da capital, começou no Bola Dentro há dois anos. Hoje, aos, ele trabalha no projeto e já disputou várias competições. “Nunca tinha nem imaginado jogar tênis. Agora, quero ser profissional. Se não der, quero ensinar, fazer o mesmo que fizeram comigo.”
As aulas de tênis ocorrem duas vezes por semana, no Parque Villa-Lobos. Um ônibus da prefeitura leva as crianças ao local. Para não atrapalhar o rendimento escolar, a turma é divida durante os treinos. Metade treina e os outros têm aulas em um espaço reservado do parque. “As crianças estão mais felizes e empolgadas em aprender”, conta a professora da classe, Nancy Franco, 35.
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