A coerência paulistana

Nirlando Beirão*

São Paulo era contra Getúlio Vargas e a favor da oligarquia. Apoiou o populismo de Adhemar de Barros e inventou Jânio Quadros para a política. Vociferou contra Juscelino Kubitschek. 

Com as Marchas com Deus pela Família, preparou e apoiou o golpe militar de 1964. Revelou Paulo Maluf. Na eleição municipal de 1985, elegeu Jânio contra Fernando Henrique. Na primeira direta para presidente, elegeu clamorosamente Fernando Collor.

FHC contra Lula? FHC (duas vezes). Maluf contra Eduardo Suplicy? Maluf. Celso Pitta contra Luiza Erundina? Pitta. José Serra contra Lula? Serra. Gilberto Kassab contra Marta? Kassab. 

Vereador mais votado: o eminente Gabriel Chalita. Faz todo sentido. Quando Luiza Erundina venceu em 1988, não havia segundo turno. Em 2000, o eleitor correu para Marta Suplicy só porque tinha se cansado da impagável dupla Maluf-Pitta. Exceções que confirmam a regra.

*Nirlando Beirão é jornalista

Artigo publicado originalmente na coluna Estilo, edição n° 517 (15 de outubro) de Carta Capital.

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